A partir do dia 20, a conversão em quatro cruzamentos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, passou a ser proibida. Apesar da sinalização que indica a mudança, motoristas têm desconsiderado as novas regras e continuado a realizar conversões, especialmente nos cruzamentos com a Rua Pedro Celestino e a Rua Treze de Maio. Na manhã de quarta-feira, 22, a reportagem observou mais de 10 motoristas desrespeitando a legislação em um desses locais.
A situação de desrespeito às novas regras de trânsito não é isolada e reflete a insatisfação de alguns motoristas com o reordenamento implementado. O mototaxista Admilson Batista, de 56 anos, expressou que as alterações tornaram o trânsito mais complicado, comentando que os pontos de retorno estão muito distantes. A advogada Jaine Alves, de 28 anos, compartilha da mesma opinião, afirmando que as mudanças não vão melhorar a situação do trânsito na cidade e sugerindo que outras medidas seriam mais eficazes.
A Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) informou que a intenção das mudanças é reduzir os pontos de retenção ao longo da Avenida Afonso Pena. As conversões à esquerda são vistas como um dos principais obstáculos para a fluidez do tráfego, pois interrompem o fluxo contínuo de veículos e afetam a sincronização dos semáforos.
O diretor-presidente da Agetran, Ciro Vieira Ferreira, esclareceu que, por enquanto, apenas os motoristas que desrespeitarem a proibição no cruzamento com a Rua Bahia serão multados. Essa proibição começou no dia 13 de abril, com um período educativo de uma semana. Nas outras ruas, incluindo Treze de Maio, Pedro Celestino, Padre João Crippa e 25 de Dezembro, a fiscalização ainda é educativa e as multas deverão ser aplicadas a partir da próxima segunda-feira, 27.
Entretanto, a falta de equipes da Agetran nos cruzamentos e a ausência de informações claras sobre o período educativo e a aplicação das multas têm gerado confusão entre os motoristas. O diretor-presidente afirma que a divulgação das mudanças está sendo feita pela mídia, mas não especificou se há previsão para a presença de fiscais nos cruzamentos para auxiliar na orientação dos condutores.




