No último domingo, 19 de abril, uma situação dramática se desenrolou em Aral Moreira, cidade situada na fronteira com o Paraguai. Por volta das 13h30, a enfermeira do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamada para prestar socorro a uma vítima de disparos de arma de fogo na rodovia MS-165. Ao chegar ao local, a profissional constatou que o homem baleado era seu próprio filho, Renato Lúcio Alexandre, de 29 anos.
O incidente ocorreu em frente ao Amoreira Hall, um espaço de eventos localizado na zona rural do município. Renato estava pilotando uma motocicleta Leopard 125 quando foi abordado por indivíduos em um veículo semelhante, que dispararam várias vezes em sua direção. Testemunhas relataram que os criminosos se aproximaram e efetuaram os disparos à queima-roupa antes de fugirem.
Moradores da área acionaram a equipe do Samu, que ao chegar ao local, encontrou a enfermeira diante da cena trágica. A confirmação do óbito de Renato gerou uma forte comoção entre os presentes, dada a relação familiar entre a profissional de saúde e a vítima. A Polícia Militar foi acionada e isolou a área para que a Polícia Científica pudesse realizar os devidos procedimentos de investigação.
De acordo com o laudo preliminar, Renato foi atingido por um total de seis disparos, sendo quatro nas costas, um na região lombar e um no antebraço direito. Curiosamente, nenhuma cápsula foi encontrada na cena do crime, o que levanta a possibilidade de que um revólver tenha sido utilizado ou que os autores tenham recolhido as cápsulas para dificultar a análise da perícia.
Até o momento, a motivação do crime e a identidade dos suspeitos permanecem desconhecidas, deixando a população local em estado de apreensão e angústia após a tragédia.




