O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz foi novamente paralisado após ataques a duas embarcações ocorridos no sábado, dia 18. Dados da Marine Traffic indicam que, em resposta aos incidentes, a maioria das embarcações na área se deslocou para regiões mais seguras no interior do Golfo Pérsico ou em direção ao Golfo de Omã.
No mesmo dia, lanchas iranianas dispararam contra um navio-tanque que transitava pelo estreito, enquanto uma segunda embarcação teria sido atingida por um projétil ainda não identificado. Essas informações foram confirmadas pela Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido, que acompanha as movimentações na região.
A situação gerou uma reação do governo da Índia, que informou que duas embarcações com bandeira indiana estavam envolvidas nos incidentes. Em resposta, Nova Délhi convocou seu embaixador no Irã para tratar do assunto e buscar esclarecimentos sobre os eventos.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã anunciou que bloqueará o acesso ao estreito, alertando que qualquer embarcação que se aproximar da área será considerada uma ameaça e, portanto, alvo de ações retaliatórias. Essa declaração aumenta as tensões na região, que já é considerada um ponto crítico para a navegação internacional.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, responsável por uma significativa parte do tráfego global de petróleo. A instabilidade nessa região pode ter repercussões diretas no mercado internacional, afetando os preços do petróleo e a segurança das rotas comerciais.
Com os recentes incidentes, o cenário no Golfo Pérsico se torna ainda mais volátil, levantando preocupações sobre a segurança das embarcações que transitam pelo estreito e a necessidade de medidas de proteção mais rigorosas por parte das nações envolvidas.




