O presidente Donald Trump assinou, neste sábado (18), uma ordem executiva visando acelerar a pesquisa e o acesso a tratamentos experimentais com drogas psicodélicas para o combate a transtornos mentais graves nos Estados Unidos. A medida visa facilitar a utilização dessas substâncias, reconhecendo seu potencial em condições que persistem mesmo após terapias convencionais.
De acordo com a ordem, a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) deverá fornecer vouchers de prioridade nacional para medicamentos psicodélicos que tenham recepcionado a designação de terapia inovadora, desde que estejam em conformidade com os critérios do programa. Essa iniciativa é parte de um esforço maior para integrar esses tratamentos no sistema de saúde pública do país.
Além disso, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos deverá destinar pelo menos US$ 50 milhões para apoiar parcerias com governos estaduais que já implementaram ou estão em fase de desenvolvimento de programas voltados para o uso de drogas psicodélicas no tratamento de transtornos mentais graves. Essa alocação de recursos incluirá financiamento federal, assistência técnica e compartilhamento de dados entre as entidades envolvidas.
A ordem executiva destaca que substâncias como a ibogaína, um composto derivado de um arbusto africano, demonstraram potencial em estudos clínicos para tratar transtornos como o estresse pós-traumático e a depressão. No entanto, a ibogaína é classificada como uma substância controlada de Classe I nos Estados Unidos, o que implica que não possui aceitação médica e apresenta alto potencial de abuso, conforme indicado pela Administração de Combate às Drogas (DEA).
Durante a cerimônia de assinatura na Casa Branca, Trump esteve acompanhado do podcaster Joe Rogan, que, segundo o presidente, foi fundamental para despertar seu interesse sobre a ibogaína. Rogan entrevistou defensores do uso dessa droga para tratar veteranos de guerra, o que chamou a atenção de Trump para o assunto. "Tenho ouvido falar um pouco sobre isso de um ano para cá. Nunca tinha ouvido nada a respeito antes. Era quase um tabu. Não é mais um tabu", afirmou o presidente durante o evento.




