Os líderes do Brasil, da Espanha e do México, Luiz Inácio Lula da Silva, Pedro Sánchez e Claudia Sheinbaum, divulgaram neste sábado (18) um comunicado conjunto em que se comprometem a aumentar a ajuda humanitária a Cuba. A declaração foi feita ao final do fórum Mobilização Progressista Global, realizado em Barcelona, onde os presidentes expressaram preocupação com a grave crise que atinge a população cubana, a mais severa em 67 anos de comunismo.
No texto, os mandatários enfatizam a necessidade de implementar medidas que aliviem a situação dos cubanos e evitem ações que possam piorar as condições de vida da população ou que infrinjam o Direito Internacional. "Comprometemo-nos a incrementar de maneira coordenada nossa resposta humanitária, visando aliviar o sofrimento do povo cubano", afirmam no comunicado.
O documento não menciona a repressão do regime castrista, que perdura desde 1959, nem os impactos econômicos causados pela administração comunista. No entanto, os três governos destacam a importância de respeitar o Direito Internacional e os princípios da integridade territorial e da solução pacífica de controvérsias, conforme estabelecido na Carta das Nações Unidas.
Os líderes reafirmam seu compromisso com os direitos humanos, a democracia e o multilateralismo, fazendo um apelo por um diálogo respeitoso e sincero, em conformidade com o Direito Internacional. O objetivo, segundo a nota, é encontrar uma solução duradoura para a crise atual, garantindo que o povo cubano tenha liberdade para decidir seu futuro.
A situação em Cuba se agrava em meio a um bloqueio econômico que inclui a restrição de exportações de petróleo para a ilha, especialmente após o anúncio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que implementou tarifas sobre países que exportam petróleo para Cuba. O bloqueio, em conjunto com a proibição de envios de petróleo venezuelano, intensificou a crise energética, resultando em apagões frequentes na ilha.
Recentemente, Trump também mencionou a possibilidade de uma operação militar em Cuba, afirmando que a nação está em colapso. O Pentágono, segundo informações, está aumentando o planejamento militar para uma possível ação no país, o que levanta preocupações adicionais sobre a situação em Cuba e o futuro da população local.




