Na última sexta-feira (17), Jordana, de 29 anos, ex-participante da 26ª edição do Big Brother Brasil (BBB), fez sua primeira declaração sobre a controvérsia a respeito do uso de cotas raciais em um concurso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). A informação sobre sua inscrição utilizando a cota destinada a negros e pardos ganhou destaque logo após o início do programa, gerando um intenso debate nas redes sociais.
A ex-BBB se viu no centro de críticas e comentários negativos, sendo até apelidada de "NegaJo", uma tentativa de ridicularizar sua escolha na fase de inscrição. Em sua declaração, Jordana reconheceu que, na época em que fez a inscrição, aos 19 anos, não tinha a compreensão necessária sobre o tema. "Eu não entendia dessa forma", afirmou, ressaltando que não se via como uma mulher branca durante sua infância.
A polêmica se intensificou após sua eliminação no programa, que ocorreu na última quinta-feira (16), quando Jordana enfrentou o penúltimo Paredão ao lado de Ana Paula Renault e Juliano Floss, sendo eliminada com 71,80% dos votos.
Durante o pronunciamento, ela refletiu sobre a seriedade do assunto e a responsabilidade que envolve o uso de cotas. "Hoje eu entendo a seriedade do assunto, toda a responsabilidade, e não faria novamente, de verdade. Nem lembrava disso. Mas os erros estão aí, a gente entende, a gente aprende", declarou.
Com a proximidade da grande final do reality show, a ex-participante trouxe à tona um tema delicado e relevante, que transcende sua experiência pessoal, gerando uma discussão mais ampla sobre a questão das cotas raciais no Brasil.




