Bispos católicos e autoridades dos Estados Unidos manifestaram indignação diante de comentários do presidente Donald Trump feitos em 12 de abril. O presidente descreveu o papa Leão XIV como 'fraco' e 'ineficiente', além de compartilhar imagens onde SE comparava a Jesus Cristo, o que gerou acusações de blasfêmia.
Em uma postagem nas redes sociais, Trump atacou o pontífice, afirmando que ele é 'fraco no combate ao crime e terrível para a política externa'. Essa declaração surgiu após o papa criticar a retórica bélica do governo americano em relação ao Irã e defender a proteção de civilizações.
Líderes religiosos, como o bispo Robert Barron, consideraram os comentários desrespeitosos e inadequados, pedindo um pedido de desculpas oficial. A Conferência dos Bispos Católicos dos EUA e dioceses locais reafirmaram que o papel do papa é articular a doutrina moral, sem SE deixar influenciar por pressões políticas ou ideológicas.
Além das críticas ao papa, Trump também publicou uma imagem gerada por inteligência artificial que o mostrava como Jesus Cristo curando enfermos. Essa atitude foi vista por muitos filósofos e apresentadores católicos como um sinal de orgulho excessivo e desrespeito ao sagrado, sendo considerada uma ofensa à fé.
As tensões aumentaram em função de divergências sobre a guerra no Irã. Enquanto o papa defende os princípios do Evangelho e a paz, há críticas de que ele possui posturas mais conservadoras que Trump em temas como aborto e valores familiares, contradizendo a afirmação do presidente de que o pontífice seria 'liberal'.
Poucos republicanos expressaram apoio a Trump até o momento. Em contrapartida, democratas e até ex-aliados, como a ex-deputada Marjorie Taylor Greene, condenaram publicamente as declarações e postagens do presidente, ressaltando que o respeito ao 'Vigário de Cristo' sempre foi uma norma mantida por presidentes anteriores.




