Retomar a prática de exercícios físicos é essencial para a saúde, mas especialistas alertam que é fundamental realizar uma avaliação cardiológica antes de voltar a treinar. Esse cuidado é especialmente relevante após períodos de sedentarismo, doenças ou mudanças significativas no estilo de vida, visando assegurar que o coração esteja apto para o esforço e minimizar riscos durante a atividade física.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia e a American Heart Association destacam que a avaliação cardiovascular de rotina pode detectar condições que não apresentam sintomas e orientar sobre a intensidade segura dos treinos. Rosangeles Konrad, professora de cardiologia na Afya Brasília, ressalta que durante os exercícios, o coração aumenta sua atividade, o que pode revelar problemas silenciosos, como obstruções nas coronárias ou arritmias.
Existem cinco motivos principais para buscar um cardiologista antes de reiniciar os treinos. O primeiro é a prevenção de infarto, já que o aumento da demanda por oxigênio durante a atividade exige que as artérias coronárias estejam desobstruídas. Indivíduos com fatores de risco, como colesterol elevado ou histórico familiar, podem ter placas de gordura não diagnosticadas que podem SE romper durante o esforço físico, levando a um infarto.
Outro aspecto é a recuperação da capacidade cardiovascular, que pode estar reduzida após meses ou anos sem exercícios. Iniciar treinos intensos sem avaliação pode sobrecarregar o organismo. A consulta médica ajuda a definir limites seguros de frequência cardíaca e a intensidade adequada das atividades, evitando sobrecargas no coração.
Além disso, o coração pode sofrer inflamações ou alterações temporárias após infecções virais ou períodos de convalescença. Exercícios intensos nesses momentos podem agravar o quadro, tornando a liberação médica essencial, especialmente SE a pessoa apresentar sintomas como cansaço excessivo ou falta de ar.
Por fim, a avaliação cardiológica também auxilia na personalização do treino. Com base em exames e no histórico de saúde do paciente, o médico pode sugerir o esforço ideal, a frequência dos treinos e as atividades mais apropriadas para cada indivíduo.




