Cem dias após a captura de Nicolás Maduro, a Venezuela vive sob o comando interino de Delcy Rodríguez. O país tenta passar uma imagem de renovação ao governo Trump através de reformas econômicas e anistias, mas a oposição e ONGs alertam que a estrutura de repressão continua intacta.
Apesar de o regime ter anunciado uma lei de anistia e a libertação de mais de 8 mil pessoas, os números são contestados. O bloco opositor afirma que apenas 758 pessoas foram soltas. Atualmente, a Venezuela ainda mantém pelo menos 485 presos políticos, incluindo militares, mulheres e até um adolescente.
Para analistas, as mudanças são vistas como 'maquiagem'. Embora Rodríguez tenha fechado centros de tortura e trocado o comando das Forças Armadas e do Ministério Público, as novas nomeações seguem a linha chavista.
A estrutura básica de controle e perseguição política permanece funcionando.
O regime alterou leis de exploração de petróleo e mineração, permitindo pela primeira vez em décadas a participação direta de empresas privadas e estrangeiras. O governo americano, por sua vez, autorizou investimentos no setor energético.
O sentimento é de um otimismo muito cauteloso. Alguns venezuelanos notam que o nível de violência policial em manifestações diminuiu em comparação à era Maduro, mas a crise econômica é severa.




