O Peru realiza o primeiro turno de sua eleição presidencial, tentando encerrar uma década de caos políticos. Com oito presidentes em apenas dez anos e quatro ex-mandatários condenados recentemente, o país busca um líder capaz de governar por cinco anos sem ser destituído.
A instabilidade é alimentada por uma combinação de corrupção sistêmica e leis que facilitam a queda de governantes. Desde 2016, nenhum presidente conseguiu terminar o mandato. Nomes como Pedro Pablo Kuczynski e Martín Vizcarra saíram sob acusações de corrupção, enquanto Pedro Castillo e Dina Boluarte foram removidos pelo Congresso em meio a tentativas de golpe e crises de segurança.
O Peru vive um cenário raro onde quase todos os ex-presidentes vivos deste século enfrentaram a prisão. Somente no último ano, quatro foram condenados: Pedro Castillo, Martín Vizcarra, Alejandro Toledo e Ollanta Humala. Os crimes envolvem lavagem de dinheiro, conluio com empreiteiras brasileiras como a Odebrecht e tentativas de ruptura da ordem democrática.
O vencedor terá o desafio de governar com um Congresso pulverizado e sem partidos fortes nacionais. Como muitos presidentes SE elegem com votações baixas, eles chegam ao poder com legitimidade frágil. O grande objetivo será quebrar o ciclo de crises e conseguir, finalmente, governar pelos cinco anos previstos pela lei, algo que não acontece no país há uma década.
Crédito de imagem: Busca Gazeta do Povo




