O Tribunal do Júri de Dourados decidiu, nesta quinta-feira (9), pela absolvição de três homens envolvidos no assassinato de Gabriel Vítor da Silva Morais. Com essa decisão, Agnaldo Vioto Terras, Sonival Carlos dos Santos e Valdiclei Barboza de Oliveira receberam alvarás de soltura, após ficarem detidos na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) desde junho de 2023.
O Conselho de Sentença, composto por jurados, entendeu que não havia evidências suficientes para afirmar que os réus foram os autores do crime. Durante o julgamento, que ocorreu na 3ª Vara do Tribunal do Júri, testemunhas foram ouvidas, seguidas dos interrogatórios dos acusados e debates entre a acusação e a defesa.
O Ministério Público sustentou a acusação, alegando que o crime foi premeditado, com deslocamentos entre cidades e reconhecimento do local anterior à execução. A defesa, com os advogados Felipe Azuma, Adriano Bretas, Giovanni Moro, Karla Miranda e José Otacílio de Souza, argumentou que não havia provas que ligassem os réus ao homicídio, enfatizando que eles estavam na região para tratar de negócios relacionados à venda de veículos.
No Tribunal do Júri, os jurados responderam a quesitos que confirmaram a materialidade do crime, mas negaram a autoria. Essa decisão demonstra que não houve convicção suficiente para atribuir a responsabilidade aos acusados, resultando na absolvição, conforme estipulado no artigo 386, inciso V, do Código de Processo Penal.
O homicídio ocorreu em 29 de abril de 2023, em uma oficina mecânica nas ruas Cuiabá e Mato Grosso, em Dourados. A vítima foi atingida por múltiplos disparos de arma de fogo, com cápsulas de munição calibre 9 mm encontradas no local. Investigações indicaram que os suspeitos teriam viajado de Ji-Paraná (RO) até Dourados, realizando o reconhecimento do local antes da execução do crime.
Os três foram detidos em junho de 2023, durante a operação “Queima de Arquivo”, realizada pela Polícia Civil através do Setor de Investigações Gerais (SIG) em Ji-Paraná. Após a sentença de absolvição, o juiz Ricardo da Mata ordenou a liberação dos réus e o encerramento do processo, além de determinar o destino dos materiais apreendidos, como armas e equipamentos eletrônicos.




