O líder do regime comunista cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que não tem intenção de deixar seu posto, mesmo com a crescente pressão dos Estados Unidos por transformações políticas na ilha. A declaração foi feita em uma entrevista à emissora americana NBC, onde ele enfatizou que "renunciar não faz parte do nosso vocabulário" quando questionado sobre sua saída para "salvar" Cuba.
Durante a entrevista, Díaz-Canel destacou que o regime não aceita influência externa em sua liderança. Ele afirmou que as pessoas em cargos de comando Em Cuba não são escolhidas pelo governo dos Estados Unidos e que o país é um "Estado livre e soberano", com autodeterminação e independência, não SE subordinando a decisões de Washington.
As palavras de Díaz-Canel surgem em um contexto de intensificação da pressão política e econômica dos EUA sobre Havana. O governo do presidente Donald Trump impediu recentemente o envio de petróleo da Venezuela para Cuba, o que agravou a crise energética que o país enfrenta.
Além disso, Trump classificou Cuba como uma "nação falida" e mencionou que a ilha poderia ser o próximo foco da política externa americana, após o conflito com o Irã, em um discurso realizado em Miami no final de março.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também comentou que o sistema econômico cubano está "falido" e sugeriu a possibilidade de uma mudança de governo na ilha.
Diante desse cenário complicado, Cuba busca apoio internacional. Nesta quinta-feira, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, visitou Havana e anunciou um novo envio de petróleo russo à ilha, visando mitigar os efeitos das sanções e restrições impostas pelos Estados Unidos. Recentemente, outros petroleiros russos chegaram a Cuba, aparentemente com a aprovação americana.




