O dólar comercial encerrou a sessão em queda de aproximadamente R$ 0,052, equivalente a -1,01%, sendo cotado a R$ 5,103. Este é o menor valor da moeda desde 17 de maio de 2024. Durante a manhã, a cotação chegou a atingir R$ 5,06, refletindo a euforia inicial dos investidores após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, feito na noite de terça-feira (7) pelo presidente Donald Trump.
Apesar da queda, a moeda apresentou alguma volatilidade ao longo da tarde, influenciada por declarações de autoridades iranianas e novos episódios de tensão na região. Mesmo diante dessas incertezas, os investidores mantiveram otimismo, interpretando a movimentação como um sinal de pressa do governo dos EUA em encerrar o conflito. No acumulado do ano, a desvalorização do dólar frente ao real chega a mais de 7,02%.
No mercado de ações, o Ibovespa acompanhou a tendência geral e alcançou novas máximas históricas, com uma alta de 2,09%, fechando aos 192.201 pontos, após ter superado os 193 mil pontos em determinados momentos do pregão. Esta é a sétima alta consecutiva do índice, impulsionada pela redução de prêmios de risco e pela valorização de ações de bancos e empresas do setor doméstico.
Os índices de Nova York também apresentaram ganhos expressivos, refletindo o maior apetite por ativos de risco. Por outro lado, as ações de petroleiras enfrentaram desempenho negativo devido à queda nos preços do petróleo no mercado internacional.
Os preços do petróleo caíram significativamente, voltando a ser negociados abaixo de US$ 100 por barril, influenciados pela expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de energia global. O barril do tipo Brent, utilizado nas negociações internacionais, recuou mais de 13%, ficando em torno de US$ 94, enquanto o barril WTI, do Texas, caiu mais de 16%, também para a faixa de US$ 94. Essa queda reflete a perspectiva de normalização na oferta global, embora o cessar-fogo ainda seja visto como instável devido às incertezas geopolíticas na região.


