A Prefeitura de Campo Grande divulgou o balanço financeiro do Servimed (Serviço de Assistência à Saúde do Servidor Municipal) nesta quarta-feira (8). O serviço fechou 2025 apresentando um déficit de R$ 17,4 milhões, conforme os dados do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande). Durante o ano, o Servimed arrecadou R$ 147,1 milhões, mas as despesas totalizaram R$ 164,5 milhões.
O saldo em caixa também apresentou uma queda significativa. O início do ano foi marcado por R$ 2,1 milhões disponíveis, mas o valor final ficou em apenas R$ 3.994,38, quantia considerada mínima frente ao volume financeiro do serviço. O Servimed oferece assistência à saúde para servidores municipais ativos, aposentados e pensionistas, além de seus dependentes.
O financiamento do sistema é realizado de maneira compartilhada, com contribuições dos servidores e repasses da Prefeitura de Campo Grande. As receitas são majoritariamente provenientes das contribuições dos filiados, que somaram R$ 77,4 milhões, e também incluem R$ 22,3 milhões pagos pelos usuários pelos serviços de saúde, além de R$ 16,8 milhões em transferências da prefeitura.
Em relação às despesas, a maior parte dos recursos foi utilizada para cobrir os custos da estrutura e dos serviços prestados. As “outras despesas correntes” absorveram R$ 161,4 milhões, enquanto os investimentos foram apenas de R$ 156 mil durante todo o ano. O balanço ainda indica que, do total empenhado, R$ 164,2 milhões foram efetivamente pagos, com cerca de R$ 225 mil registrados como restos a pagar.
Esses dados revelam um descompasso entre a arrecadação e os gastos, além de uma redução acentuada nas reservas financeiras do sistema. A prefeitura não SE manifestou sobre os motivos do déficit nem sobre possíveis ações para equilibrar as contas do Servimed.




