O Estreito de Ormuz, que havia visto uma queda de até 97% no tráfego de embarcações desde o início do conflito no Oriente Médio, iniciou a sua recuperação nesta quarta-feira (8). A retomada ocorre após um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, que garante a "passagem segura" pela via.
A empresa MarineTraffic relatou os primeiros sinais de atividade marítima na região, destacando a passagem do navio Daytona Beach, com bandeira da Libéria, que cruzou Ormuz às 10h29 (hora local). O graneleiro NJ Earth também transitou pelo estreito, fazendo sua passagem às 12h14 (hora local).
Atualmente, o Golfo Pérsico abriga centenas de navios, incluindo 426 petroleiros e 36 embarcações de transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP), além de 19 de gás natural liquefeito (GNL). Muitos desses navios estavam retidos devido ao bloqueio iniciado em 28 de fevereiro pelo Irã.
De acordo com a plataforma Hormuz Strait Monitor, dez embarcações atravessaram o estreito nas últimas 24 horas, enquanto sete ainda realizam a travessia. Antes do conflito, a região era responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo.
Na noite de terça-feira (7), antes do término do prazo estabelecido por Donald Trump para a reabertura do Estreito, ambos os países anunciaram a trégua, durante a qual os termos para um acordo final serão discutidos. O Irã concordou com a reabertura, mas com a condição de que suas forças armadas supervisionem a passagem e que um pedágio seja cobrado.
As interrupções no tráfego foram significativas, com a passagem de apenas quatro a seis embarcações registradas em março, quando normalmente entre 120 e 140 navios transitavam diariamente, conforme dados do Port Watch, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Universidade de Oxford.




