Uma menina de 10 anos, residente na região Oeste de Dourados, faleceu na terça-feira (7/4). A morte está sendo investigada pela saúde pública e, se confirmada, pode ser o primeiro óbito relacionado à Chikungunya no município fora da Reserva Indígena. A vítima não apresentava comorbidades e teve os primeiros sintomas em 28 de março, estando internada em um hospital da cidade.
Com este novo caso, o total de mortes em investigação pela doença em Dourados chega a três. Dois óbitos, de um menino de 12 anos e um homem de 55, ambos indígenas, foram registrados em 3 de abril, porém ainda aguardam confirmação no Lacen-MS. Desde 20 de março, a cidade está em estado de emergência devido à Chikungunya, com cinco mortes registradas, todas de moradores das aldeias Bororó e Jaguapiru, sendo que apenas uma idosa de 69 anos tinha comorbidades.
De acordo com o boletim epidemiológico divulgado na mesma data, Dourados contabiliza 2.859 casos prováveis, com 1.442 confirmados e 556 descartados, além de 1.973 em investigação e uma taxa de positividade de 72,17%. Na Reserva Indígena, são 1.697 casos prováveis, 1.153 confirmados e 391 descartados, com 544 em investigação. Atualmente, 40 pessoas estão internadas nos hospitais.
A prefeitura de Dourados destacou que a situação é de emergência em saúde pública, evidenciando a sobrecarga nos atendimentos da atenção básica e hospitalar. Foram intensificadas ações de vigilância e combate ao mosquito Aedes aegypti, além da importância de eliminar criadouros e buscar atendimento ao surgimento dos sintomas.




