Jürgen Habermas faleceu no sábado, dia 14 de março, aos 96 anos, coincidindo com a data da morte de Karl Marx. Considerado o mais importante filósofo alemão do último quarto do século 20 e do primeiro quarto do século 21, Habermas deixou um legado monumental na filosofia, que gerou tanto concordâncias quanto discordâncias entre seus críticos e admiradores.
O depoimento de um ex-aluno destaca a honra de ter sido estudante de Habermas entre 1987 e 1988 e de ter participado de um colóquio especial em que ele preparava a obra "Facticidade e validade". Em 2001 e 2002, o autor tornou-se colega de Habermas na Universidade de Frankfurt, onde ele ainda contribuía com colóquios como professor emérito.
O ex-aluno menciona a admiração que sentia pelo filósofo, que adotou sua concepção da força simbólica em detrimento da força normativa de constituições e direitos humanos. Habermas foi citado em suas obras, destacando a contradição entre a retórica dos direitos humanos e sua utilização para legitimar a política de poder.
Em uma conversa pessoal em 1996, o filósofo fez uma observação jocosa sobre a necessidade de um brasileiro para ensinar sobre sua obra. Além disso, o ex-aluno participou de coletâneas em homenagem a Habermas, contribuindo com artigos que abordam suas teorias, apesar de criticar seu modelo consensualista em um contexto social complexo e heterogêneo.




