O Banco Central impôs sigilo de oito anos sobre os documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master. Essa classificação foi realizada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, em novembro de 2025, e a informação foi obtida por meio da Lei de Acesso à Informação.
A justificativa do Banco Central para a restrição de acesso é que a divulgação imediata poderia comprometer a estabilidade financeira, econômica e monetária do país. Além disso, a autarquia mencionou que os documentos poderiam afetar atividades de inteligência e investigações em andamento sobre infrações.
Recentemente, o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União, solicitou esclarecimentos ao BC sobre quais documentos podem ou não ser liberados ao público. A liquidação do Banco Master foi decretada em novembro de 2025, em razão de uma grave crise de liquidez e violações das normas do Sistema Financeiro Nacional.
A medida afetou não apenas o Banco Master S/A, mas também outras instituições do conglomerado, que detinham uma fatia significativa do ativo total e das captações do sistema financeiro.




