A seleção argentina optou por não disputar as Copas do Mundo de 1938, na França, e de 1950, no Brasil. Essa decisão foi motivada por retaliações a ações da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e por crises diplomáticas na América do Sul. Durante um período em que tinha uma das gerações mais talentosas de sua história, a Associação do Futebol Argentino (AFA) escolheu o isolacionismo, resultando em 24 anos sem participar do torneio.
Após sediar as Copas de 1930 e 1934, a Argentina buscou organizar o torneio de 1938. No entanto, a manobra do presidente da Fifa, Jules Rimet, para que a competição ocorresse na França gerou revolta em Buenos Aires. Em protesto, a Argentina oficializou seu boicote e se desfilou temporariamente da federação internacional, acompanhada por outras seleções americanas, enquanto Brasil e Cuba participaram do torneio.
A recusa em participar da Copa de 1950 foi resultado de uma combinação de problemas políticos e uma crise interna na AFA. As relações entre a AFA e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) foram rompidas após um incidente de violência em um torneio sul-americano. Além disso, em 1948, uma greve de jogadores por salários atrasados levou ao êxodo de atletas, esvaziando o elenco principal da seleção argentina.
A saída de jogadores, como Alfredo Di Stéfano e Adolfo Pedernera, em direção a ligas que pagavam salários mais altos, deixou os clubes de Buenos Aires em uma situação crítica. O regulamento da Fifa impediu que atletas em ligas suspensas jogassem pela seleção, o que encerrou as chances da Argentina de participar da Copa de 1950.




