Javier Milei comentou, em 3 de novembro, sobre a descoberta de uma rede de desinformação operada por agentes russos na Argentina. O presidente classificou a espionagem como de gravidade institucional rara na história, enfatizando que isso representa apenas a ponta do iceberg de um problema muito maior.
O escândalo, que vai além de fake news, envolve um esquema de inteligência estrangeira, financiamento oculto e uso de inteligência artificial. Documentos confidenciais revelaram uma campanha de "guerra híbrida" por parte do Kremlin, com o objetivo de influenciar eleições e moldar percepções sobre as reformas econômicas do governo de Milei.
Central ao caso está a organização chamada "La Compañía", que é vista como uma continuidade do Grupo Wagner. A operação tinha por meta não apenas propaganda, mas também a tentativa de desacreditar a política pró-ucraniana da liderança argentina, especialmente após a mudança na postura do governo Milei em relação à Rússia.
Milei afirmou que a investigação está sendo analisada pela inteligência argentina e foi encaminhada à Justiça. O presidente promete ir até as últimas consequências para identificar todos os envolvidos na rede de espionagem ilegal, ressaltando que a luta está apenas começando.




