Um relatório recente apontou que adolescentes e jovens adultos nos Estados Unidos estão solicitando pílulas abortivas por meio da telemedicina em números significativos. O estudo, publicado na revista JAMA Health Forum, analisou os pedidos de aborto por telemedicina em três faixas etárias: 15 a 17 anos, 18 a 24 anos e 25 a 49 anos. Os dados indicam que a faixa de 18 a 24 anos demanda os medicamentos abortivos com mais frequência do que os adultos mais velhos.
O levantamento revelou uma crescente procura entre adolescentes em estados com restrições legais quanto ao aborto. Os jovens parecem estar cada vez mais dependentes de serviços de telemedicina online para realizar abortos, especialmente em locais onde leis exigem consentimento dos pais. O aumento nos pedidos de pílulas abortivas foi notável, principalmente após a decisão do caso Dobbs.
Michael New, pesquisador associado sênior, enfatizou que o acesso a pílulas abortivas pode minar as proibições e leis de envolvimento parental vigentes em mais de 30 estados. Ele destacou que meninas entre 15 e 17 anos apresentaram aumento nos pedidos em estados com leis de consentimento parental, o que pode expô-las a riscos de saúde.
Além disso, pesquisas apontam altas taxas de hospitalização entre mulheres que utilizam pílulas abortivas, com complicações mais frequentes em comparação ao aborto cirúrgico. New alertou que o acesso a abortos químicos sem supervisão médica presencial aumenta os riscos à saúde das adolescentes, que podem evitar buscar atendimento médico em caso de complicações.




