O Conselho de Segurança da ONU adiou a votação de uma resolução que autorizaria operações militares "defensivas" no estreito de Ormuz, inicialmente prevista para esta sexta-feira. O bloqueio do Irã à via, responsável pelo transporte de 20% do petróleo global, começou em 28 de fevereiro, como retaliação aos ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel.
Teerã advertiu que uma decisão desfavorável do Conselho de Segurança pode complicar ainda mais a situação. Desde o fechamento do estreito, a Guarda Revolucionária do Irã implementou controle seletivo sobre o tráfego marítimo, permitindo apenas embarcações aprovadas, o que fez a quantidade de navios cair drasticamente.
O Bahrein, que preside o Conselho de Segurança, propôs a resolução para autorizar operações militares no estreito, considerando as ações iranianas como uma tentativa de controlar a navegação. Apesar da pressão de cerca de 40 países pela reabertura do estreito, a falta de consenso entre as potências levou ao adiamento da votação.
China e Rússia se opõem ao uso da força, enquanto Estados Unidos e Reino Unido defendem a reabertura, mas enfrentam críticas pela ausência de um plano claro para garantir a segurança da navegação. O bloqueio do Irã representa um choque de oferta com impacto direto na inflação global, afetando o fluxo de petróleo de países fundamentais na região.




