O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) intensificou sua atuação para enfrentar a fila de espera por exames diagnósticos em Campo Grande. Dados oficiais indicam que, em fevereiro de 2024, mais de 25 mil pessoas aguardavam a realização de exames essenciais, como tomografia e ressonância magnética. Em casos extremos, há pacientes que esperam desde 2018 por uma ressonância com sedação.
Em resposta ao problema, o MPMS instaurou um procedimento administrativo que acompanha uma ação civil pública em andamento. O Ministério Público pediu um plano concreto de ação em até 180 dias, com metas e cronograma, uma vez que o Conselho Nacional de Justiça considera excessiva a espera superior a 100 dias. Apesar de programas como o “Mais Saúde, Menos Fila”, os investimentos não têm reduzido a demanda reprimida de forma proporcional.
A 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande destacou que, embora a Secretaria Municipal de Saúde tenha realizado a contratação de aproximadamente 3,5 mil exames de ressonância, a ampliação ainda é insuficiente para atender à fila acumulada. Nos últimos seis meses, foram realizados apenas 52 exames de coluna torácica e 134 de coluna lombossacra, evidenciando a insuficiência da oferta frente à demanda.
Além dos números, o MPMS também reuniu relatos de pacientes que enfrentam dores persistentes e dificuldades de agendamento, ressaltando o impacto social da demora. O acesso rápido a exames diagnósticos é fundamental para iniciar tratamentos e garantir a dignidade e o direito à saúde da população da Capital.




