A guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã, que completou um mês, traz repercussões além do campo de batalha. A alta dos preços do petróleo e do gás é uma das consequências mais evidentes, resultado do bloqueio do Estreito de Ormuz, que antes da guerra era responsável por cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo.
Além disso, a interrupção de cadeias de suprimentos essenciais, como hélio e enxofre liquefeito, pode dificultar a competição dos EUA com a China. A destruição de ativos energéticos no Golfo Pérsico e os impactos na extração de minerais críticos são fatores que influenciam a disputa tecnológica e militar entre as potências.
O coronel da reserva do Exército brasileiro Marco Antonio de Freitas Coutinho destacou a importância dos minerais críticos, como tântalo, prata e cobalto, que são fundamentais para a produção de mísseis Tomahawk. O processamento desses materiais é dominado pela China, que apresenta uma matriz energética mais resiliente e controle sobre tecnologias limpas.
A capacidade dos Estados Unidos de manter operações militares está atrelada a cadeias de suprimentos vulneráveis, o que reforça tendências que favorecem a China a médio e longo prazo. Além disso, a escassez de mísseis Tomahawk, com mais de 850 disparados nas primeiras semanas de conflito, gera preocupações sobre a capacidade de resposta militar americana.




