A gripe avançou de forma antecipada em 2026, impactando diretamente o sistema de saúde brasileiro, especialmente entre idosos com 60 anos ou mais. Dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe) apontam um aumento de 153% nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em comparação ao mesmo período do ano anterior, entre janeiro e a segunda semana de março. Essa tendência de agravamento já havia sido observada em 2025, quando as hospitalizações mais que dobraram em relação a 2024.
A infectologista Nancy Bellei, professora da Unifesp, destaca que a circulação do vírus da influenza em 2026 tem gerado uma preocupação crescente devido ao aumento de casos e hospitalizações em diversas regiões do país. A especialista observa que o vírus se apresenta de maneira mais precoce e contínua, com picos já registrados em estados como o Ceará. Embora o vírus não seja mais grave, sua maior transmissibilidade resulta em mais pessoas doentes ao mesmo tempo, afetando inclusive famílias inteiras.
O cenário atual exige atenção redobrada, especialmente para a população idosa, que é mais vulnerável a complicações e mortes decorrentes da gripe. A baixa cobertura vacinal é um fator central nesse contexto, conforme ressaltado por profissionais de saúde. A falta de conscientização sobre a importância da vacinação para todas as idades, e não apenas para crianças, é um desafio que precisa ser enfrentado, especialmente considerando o crescimento da população acima de 60 anos no Brasil.
A vacinação é crucial para evitar um aumento significativo de internações e complicações graves entre os idosos, reforçando a necessidade de campanhas de conscientização para garantir a proteção dessa faixa etária.




