Os comandantes militares dos Estados Unidos estão preparando as tropas no Oriente Médio para uma possível incursão terrestre no Irã nas próximas semanas. Os preparativos não incluem uma invasão total, que não está nos planos no momento. A expectativa é de incursões com objetivos específicos, utilizando unidades de operações especiais e forças convencionais de infantaria.
O governo do Irã, por meio do presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou os EUA, afirmando que publicamente são enviadas mensagens de diálogo enquanto se planeja uma ofensiva. Um dos alvos potenciais da eventual ação americana seria a ilha de Kharg, importante para a distribuição de petróleo iraniano, além de avanços em áreas costeiras próximas ao Estreito de Ormuz para neutralizar ameaças à navegação.
Especialistas militares expressaram cautela em relação à captura da ilha, sugerindo que seria mais prudente que as tropas eliminassem instalações militares costeiras do Irã. A Casa Branca tem oscilado entre declarações sobre o fim da guerra e ameaças de uma escalada caso o Irã não colabore em questões nucleares.
Pesquisas indicam que a maioria dos americanos se opõe ao envio de tropas para o Irã, com 62% dos entrevistados contrários a essa medida. Em contraste, ataques aéreos têm um nível de apoio mais elevado, embora ainda gerem divisão entre a população.




