Neste domingo, a polícia de Israel impediu a entrada do cardeal Pierbattista Pizzaballa e do custódio da Terra Santa, Francesco Ielpo, na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém. A missa de Domingo de Ramos, uma data importante que marca o início da Semana Santa, não foi realizada. Os dois religiosos foram barrados enquanto se dirigiam ao local "de forma privada e sem qualquer característica de procissão ou ato cerimonial".
A Igreja considerou a medida como "irracional e gravemente desproporcional", destacando que é a primeira vez em séculos que líderes católicos são impedidos de celebrar a missa de Domingo de Ramos no santuário. O comunicado do Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa afirma que a decisão representa um grave afastamento dos princípios de liberdade religiosa e do status quo que regula o acesso a locais sagrados em Jerusalém.
Além disso, o episódio gerou repercussão internacional, com o governo brasileiro classificando a ação como de "extrema gravidade" e uma violação da liberdade de culto. Líderes europeus também criticaram a decisão, chamando-a de ataque à liberdade religiosa.
O governo de Israel justificou a proibição por razões de segurança, alegando risco de ataques na região. A administração de Benjamin Netanyahu declarou que não houve intenção maliciosa e que está trabalhando em um plano para permitir celebrações nos próximos dias da Semana Santa.




