Ao atacar o Irã ao lado de Israel, os EUA justificaram a ofensiva como um esforço para enfraquecer o poderio militar iraniano, conter seu programa nuclear e reforçar a segurança dos aliados no Oriente Médio. Um mês depois, americanos e israelenses somam avanços no campo de batalha, mas ainda lidam com impasses estratégicos, econômicos e políticos que dificultam a definição de um desfecho para a guerra.
Do ponto de vista militar, autoridades dos EUA afirmam que a campanha aérea em curso conseguiu degradar significativamente a estrutura de defesa do Irã. Segundo o Pentágono, mais de 80% dos lançadores de mísseis do regime islâmico já foram destruídos, reduzindo em aproximadamente 90% a capacidade de lançamento de mísseis balísticos do Irã.
A ofensiva também atingiu mais de 10 mil alvos no Irã – entre eles diversas instalações industriais – e eliminou figuras centrais do alto escalão político e militar do regime, como o líder supremo Ali Khamenei e o então chefe do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani.
No entanto, apesar das perdas militares e de lideranças, o Irã continua operando. O regime ainda realiza ataques com mísseis e drones contra Israel e aliados dos EUA no Oriente Médio, também contra bases americanas fora da região, e mantém ações contra a infraestrutura energética de países do Golfo, que abastecem boa parte do mundo.




