A escassez de servidores no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) e o elevado número de terceirizações estão criando brechas para fraudes. O Sindetran-MS, que representa cerca de 800 servidores, aponta que a falta de efetivo compromete a fiscalização, permitindo a aprovação de veículos com documentação irregular para circulação.
Bruno Alves, presidente do sindicato, destaca que o número atual de cerca de 600 funcionários é insuficiente para lidar com a crescente demanda. Ele enfatiza que a diminuição do efetivo resulta em uma sobrecarga, prejudicando a supervisão das empresas terceirizadas e das vistorias realizadas fora do Detran. Alves reivindica a abertura de novos concursos para aumentar o quadro de servidores.
O movimento da categoria não se limita a questões salariais, mas também abrange problemas estruturais, como falhas operacionais e insegurança nos sistemas digitais. O sindicato está intensificando a recusa ao uso de máquinas de cartão como forma de pressionar a gestão. Além disso, a digitalização dos serviços é vista como uma implementação apressada, aumentando os riscos de fraudes, como a aceitação de boletos falsos.
Bruno Alves defende que a modernização deve ocorrer com o controle do estado e a participação dos servidores. Ele critica a transferência de atividades essenciais para empresas privadas, enquanto os servidores assumem funções inadequadas. A categoria denuncia ainda a precarização das condições de trabalho e a falta de pessoal.




