O coronel Antônio Aginaldo de Oliveira, marido de Carla Zambelli, levará à ex-deputada federal argumentos para que ela desista de recorrer à Suprema Corte de Cassação da Itália e aceite sua extradição ao Brasil. O advogado Fabio Pagnozzi, que atua no caso, comentou que Zambelli já cumpriu quase oito meses de pena e que o processo de extradição pode levar mais seis a doze meses, o que a manteria detida por mais tempo.
Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por invasão de sistema informático e falsidade ideológica. A condenação se relaciona ao financiamento de uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, realizada por Walter Delgatti Neto, preso por sua participação no caso. Após o julgamento, Zambelli deixou o Brasil e foi para a Itália.
Na quinta-feira, a Quarta Seção Penal da Corte de Apelação de Roma aprovou a extradição solicitada pelo governo brasileiro. Os juízes entenderam que os crimes pelos quais Zambelli foi condenada têm equivalentes na legislação italiana e que não houve perseguição política na sua condenação.
A decisão ressaltou que a dupla cidadania italiana e brasileira de Zambelli não impede sua extradição, mas, ao contrário, fortalece o vínculo jurídico entre ela e o Brasil, que considera a ex-deputada cidadã com plenos direitos.




