A denúncia feita pela catadora de recicláveis Dilá Dirce de Souza contra o ex-prefeito Alcides Bernal, que ocorreu em 2013, pode impactar a situação dele em uma ação penal por homicídio. O autor confesso dos disparos que matou o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini não é mais réu primário, uma vez que Bernal foi condenado em 2018 por difamação, o que pode influenciar a nova punição judicial, caso ele seja sentenciado pelo homicídio.
A condenação anterior de Bernal por difamação resultou em uma pena de 1 ano de detenção no regime aberto, a qual foi cumprida até 17 de maio de 2021. Essa condenação pode aumentar a pena em um sexto, pois ele é considerado reincidente. Contudo, a reincidência não é perpétua; se cinco anos se passarem entre a extinção da pena anterior e o novo crime, o réu volta a ser considerado primário. No entanto, essa não é a situação atual de Bernal.
O caso de Dilá e Bernal remonta a 1999, quando ela foi atropelada por um caminhão da empresa Veja Engenharia. A idosa ficou inválida e acusou o então prefeito de não repassar valores do seguro DPVAT e de uma indenização judicial. A denúncia ganhou visibilidade na imprensa nacional e levou à abertura de uma representação na OAB-MS devido a supostas omissões no processo.
Alcides Bernal está preso desde 24 de outubro, após matar Roberto Carlos Mazzini a tiros. A vítima estava em sua casa, que Bernal havia adquirido da Caixa Econômica Federal, e reivindicava a posse do imóvel. A situação legal do ex-prefeito se torna mais complexa à medida que os desdobramentos do caso avançam.




