A Comissão Reguladora de Energia das Filipinas anunciou a suspensão do mercado atacadista de eletricidade em todas as suas três redes até novo aviso. A decisão foi motivada por riscos no fornecimento de combustível e pela volatilidade dos preços em decorrência do conflito no Oriente Médio.
A ERC propôs um modelo modificado de preços administrados, que deve ser finalizado até 1º de abril. Segundo a proposta, usinas de carvão serão pagas a uma taxa fixa, usinas de gás natural com base em preços contratados e fontes de energia renováveis, como hidrelétrica e geotérmica, sob preços administrados com despacho preferencial.
O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr, declarou estado de emergência energética nacional em resposta à guerra no Oriente Médio. Ele destacou a incerteza nos mercados globais de energia e a ameaça à segurança energética do país devido à volatilidade dos preços internacionais do petróleo.
A declaração de emergência, que terá validade de um ano, autoriza o governo a adquirir combustível e derivados de petróleo, visando garantir o fornecimento. A secretária de Energia, Sharon Garin, informou que o país possui reservas de combustível para cerca de 45 dias, com base no consumo atual.




