O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais valiosas do planeta. Ele liga o Golfo Pérsico ao Oceano Óndico e funciona como uma 'avenida' por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural consumidos no mundo. A crise ameaça 20% da produção mundial de energia e mobilizou o Pentágono a enviar 3 mil soldados para reforçar a segurança no Oriente Médio.
A ideia é unir diversos países para realizar escoltas militares conjuntas de navios comerciais. Trump sugeriu que nações que dependem da rota, como as europeias e até a China, participem do esforço. No entanto, há dificuldades práticas devido à geografia do local: os navios precisam passar muito perto da costa iraniana, que é montanhosa e cheia de esconderijos para armas pequenas e drones, que são difíceis de rastrear e atacar.
A terceira opção envolve a tomada da Ilha de Kharg, o polo mais importante de exportação de petróleo do Irã. Especialistas apontam que seriam necessários cerca de 2.200 fuzileiros navais e apoio de aviões de combate para dominar o local por terra através de desembarques anfíbios.
Enquanto o plano coletivo não sai do papel, alguns países negociam individualmente com o Irã. A Índia fechou um acordo direto para garantir o escoamento de gás e petróleo. O Japão, que recebe 90% de seu óleo por essa rota, também iniciou conversas diplomáticas.




