Às vésperas da eleição parlamentar de 12 de abril, a Hungria enfrenta um escândalo envolvendo o ministro das Relações Exteriores, Péter Szijjártó. Ele é acusado de compartilhar informações sobre encontros confidenciais da União Europeia com o ministro russo Sergei Lavrov.
Péter Magyar, principal adversário de Viktor Orbán, pediu uma investigação sobre o caso, afirmando que, se confirmado, isso poderia ser considerado traição. A Comissão Europeia expressou preocupação com as alegações e pediu esclarecimentos do governo húngaro.
Szijjártó confirmou os telefonemas com Lavrov, afirmando que conversa com vários líderes antes e depois das reuniões do Conselho Europeu. Ele defendeu sua postura, alegando que não discute segredos em nível ministerial.
Viktor Orbán, aliado de Vladimir Putin, tem se oposto à ajuda militar e financeira à Ucrânia e resistido a sanções da União Europeia ao petróleo e gás russos, aumentando a tensão política no país.




