Ronaldo Oliveira iniciou sua jornada em uma relojoaria como funcionário de serviços gerais há 40 anos. Hoje, aos 58 anos, ele é relojoeiro e dono da própria loja na Rua Maracaju, onde guarda cerca de 4 a 5 mil relógios, incluindo relíquias desde 1960. Ronaldo destaca que muitos desses modelos têm histórias e atravessam gerações, tornando-se peças preciosas para os clientes.
No início, Ronaldo observava atentamente o trabalho dos relojoeiros em Três Lagoas. Ele foi incentivado a aprender e, com o tempo, se aprimorou na profissão, fazendo cursos e estudando micromecânica. A primeira loja foi inaugurada nos anos 1990, em parceria com um amigo, mas após o falecimento deste, Ronaldo passou a administrar sozinho, mantendo a marca Orion Relógio e Serviços por 20 anos.
Ronaldo enfrenta desafios diários, como a manutenção de relógios complexos. Um dos casos mais difíceis foi o conserto de um relógio cronógrafo suíço da TAG Heuer, que levou uma semana para ser reparado. Sua loja lida com uma variedade de relógios, desde os mais simples até modelos raros, incluindo relógios antigos e digitais.
Apesar da concorrência com relógios chineses e smartwatches, Ronaldo observa que o relógio tradicional ainda tem seu espaço como acessório e estilo. O movimento na loja continua constante, com muitos clientes buscando consertos e manutenção. Entre as peças, um Orient dos anos 60 é especialmente valorizado por Ronaldo, que se orgulha de ter conseguido peças originais para consertos exigentes.




