A exclusão da Rússia do futebol global representa um dos maiores embargos esportivos da era contemporânea. A decisão ocorreu em 28 de fevereiro de 2022, quatro dias após o início do conflito armado, quando a FIFA e a UEFA suspenderam todas as seleções e clubes do país por tempo indeterminado. Isso resultou na exclusão da equipe russa das eliminatórias para a Copa do Mundo do Catar e interrompeu a participação de clubes tradicionais nas ligas europeias.
A suspensão não foi imediata, mas se deu por meio de uma escalada de sanções. Inicialmente, federações como Polônia, Suécia e República Tcheca se recusaram a enfrentar a Rússia nas repescagens para a Copa do Mundo de 2022. A FIFA, em resposta, decidiu que a equipe russa jogaria em campo neutro, sem torcida e sem o uso do hino ou bandeira nacional. Contudo, essa medida foi considerada insuficiente, levando ao boicote generalizado e, consequentemente, ao banimento total.
A União de Futebol da Rússia recorreu à Corte Arbitral do Esporte alegando que a suspensão não tinha base legal, mas teve todos os seus recursos rejeitados em julho de 2022. Para justificar o banimento sem violar seus estatutos de neutralidade, a FIFA e a UEFA acionaram cláusulas de segurança e “força maior”, estabelecendo que o conflito inviabilizava a organização dos torneios.
Além do banimento, a FIFA alterou sua legislação trabalhista. Foi introduzido o Anexo 7 do Regulamento de Status e Transferência de Jogadores, que permite a jogadores e treinadores estrangeiros na Rússia e na Ucrânia suspenderem seus contratos unilateralmente. As regras de infraestrutura e logística das finais europeias também sofreram mudanças significativas, como evidenciado pela transferência da final da Liga dos Campeões de 2022 do Estádio Krestovsky, em São Petersburgo.




