A FN-SUS deve implantar nas próximas semanas as Estaçõe Disseminadoras de Larvicida (EDLs) na Reserva Indígena de Dourados. Conhecidas como armadilhas contra o Aedes aegypti, essas estações utilizam um pó fino que, ao ser colocado em água, ajuda a controlar a proliferação do mosquito, transmissor da Febre Chikungunya, que já causou quatro mortes nas aldeias Jaguapiru e Bororó.
O larvicida, ao ser disseminado pelas fêmeas do mosquito, impede que as larvas se desenvolvam, conforme explicado pelo diretor da FN-SUS, Rodrigo Stábeli. A Força Nacional já conta com 28 agentes em campo, que realizam ações de combate ao surto de Chikungunya, incluindo atendimento a suspeitos, capacitação de profissionais e apoio nas visitas domiciliares.
Nos últimos 15 dias, agentes de endemias, com apoio da Sesai, realizaram visitas em 4 mil imóveis nas aldeias, tratando 2,2 mil e encontrando 1 mil focos de mosquito. A falta de coleta regular de resíduos e o armazenamento de água em caixas d’água são desafios enfrentados pela população indígena, que carece de orientação sobre práticas de armazenamento para evitar a proliferação do Aedes.
A secretária adjunta da Sesai, Lucinha Tremembé, informou que a contratação inicial será de dois agentes por aldeia, totalizando quatro para atender uma população de quase 20 mil pessoas. A chegada dos novos profissionais está prevista para o final da semana ou início da próxima, e eles passarão por treinamento em conjunto com a equipe da Secretaria Municipal de Saúde.




