A Goldman Sachs elevou a previsão para o barril do Brent em 2026 de US$ 77 para US$ 85. Para o WTI, a previsão subiu de US$ 72 para US$ 79. A projeção para o Brent é composta por US$ 62 decorrentes de fatores descolados do conflito no Irã, US$ 9 ligados ao aumento dos estoques comerciais de petróleo e ao efeito sobre a diferença entre os preços à vista e a prazo, US$ 4 decorrentes do aumento previsto para os preços futuros da commodity e US$ 5 vindos de posicionamento persistente do mercado relativo a riscos geopolíticos e rotação de ativos.
A expectativa é que o preço do Brent seja de US$ 110 por barril em média em março e abril, um aumento de 62% em relação à média de 2025. Especificamente para abril, o banco prevê o barril do Brent a US$ 115, em comparação a US$ 85 na estimativa anterior.
O Goldman Sachs acredita que, no curto prazo, o mercado provavelmente vai exigir um prêmio de risco crescente, com o objetivo de destruir demanda e se proteger de escassez em cenários de perturbações mais longas à oferta. Se o fechamento do Estreito de Ormuz restringir o fluxo de petróleo a 5% dos níveis normais por 10 semanas, o banco calcula que os preços do petróleo poderiam ficar entre US$ 105 – em um cenário adverso – e US$ 135 por barril – em um cenário ainda mais adverso.
No cenário adverso, a oferta no Oriente Médio se recupera com a abertura do Estreito e o valor do Brent diminui para US$ 100 no quarto trimestre de 2026. No cenário extremamente adverso, com uma perda persistente de 2 milhões de barris por dia na produção do Oriente Médio, o preço do Brent dispara antes de convergir para US$ 115 no quarto trimestre de 2026.




