Durante seu interrogatório, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto confirmou que teve relações sexuais com sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, na noite de 17 de fevereiro, um dia antes da morte dela. Gisele foi encontrada sem vida em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro. O casal, que já não mantinha uma convivência conjugal regular, costumava ter encontros íntimos esporádicos.
Geraldo relatou que a noite foi precedida por uma conversa longa, onde o casal decidiu discutir seu relacionamento e relembrou momentos juntos. Após a relação, cada um seguiu para dormir em seu próprio quarto. No entanto, a versão apresentada pelo tenente-coronel foi questionada pela autoridade policial, que apontou inconsistências em seu relato.
Mensagens atribuídas a Gisele indicariam desinteresse em manter intimidade, além de exames laboratoriais mostrarem níveis baixos de estradiol na vítima. Em resposta, Geraldo contestou a interpretação e afirmou que Gisele ainda demonstrava interesse em relações. Ele mencionou seus próprios níveis elevados de testosterona como justificativa para a relação.
O laudo pericial, realizado após a exumação do corpo de Gisele, revelou indícios de relação sexual próxima ao momento de sua morte, com a presença de espermatozoides no canal vaginal da vítima. Os investigadores consideram a evidência incompatível com a narrativa do marido, que foi indiciado por feminicídio e fraude processual.




