Durante coletiva de imprensa após o Segmento de Alto Nível da COP15/CMS, o presidente designado da conferência, João Paulo Capobianco, apresentou os principais eixos de trabalho do evento. A conferência terá três frentes centrais: a revisão das listas de espécies migratórias ameaçadas de extinção, a avaliação de medidas anteriores e a proposição de novas ações de cooperação internacional.
Capobianco destacou a atualização dos anexos da convenção, que classificam as espécies conforme o grau de ameaça. O anexo 1 reúne espécies ameaçadas de extinção, enquanto o anexo 2 inclui aquelas que requerem atenção. Ele enfatizou a importância das “ações concertadas”, que envolvem esforços conjuntos de diferentes nações para proteger espécies migratórias.
O Brasil pretende liderar uma ação coordenada para proteger a toninha, a menor espécie de golfinho do Atlântico Sul. Essa iniciativa ressalta a necessidade de integração entre os países para garantir a sobrevivência da espécie. A COP15 deve analisar cerca de 100 documentos, incluindo propostas de inclusão de novas espécies nas listas e revisão de medidas anteriores.
A ministra Marina Silva afirmou que a conferência tem caráter técnico e baseia-se em evidências científicas, mas requer articulação política internacional. Ela mencionou que proteger uma espécie migratória exige colaboração, pois elas não pertencem a um único país, mas a todos. O encontro ocorreu no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, com a abertura oficial marcada para esta segunda-feira (23).



