O infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha, especialista em vigilância e saúde do Ministério da Saúde e pesquisador da Fiocruz, alertou que o surto de chikungunya em Dourados não se limita à Reserva Indígena, mas abrange também os bairros. Ele enfatizou a importância da colaboração da população no combate ao Aedes aegypti, vetor da doença.
Venâncio, que está em Dourados para auxiliar na Força Nacional do SUS, afirmou que a elevação nos índices de infestação é um problema que afeta toda a cidade. Ele destacou que a epidemia pode persistir por pelo menos mais 10 a 12 semanas e que cada cidadão deve contribuir para eliminar focos de água acumulada.
O infectologista também manifestou apoio à decretação de emergência sanitária no município, considerando que isso ajudaria o poder público a tomar decisões essenciais antes que a situação se agrave. Venâncio chegou à cidade para organizar a rede assistencial e mobilizar profissionais para atendimento direto.
O “Informe Epidemiológico Diário” da Sesai revelou que 936 casos suspeitos de chikungunya já foram notificados na Reserva Indígena de Dourados, com 274 casos confirmados e 572 ainda em investigação. A Secretaria de Saúde de Dourados iniciou uma força-tarefa na região oeste da cidade devido ao aumento de casos da doença.




