Horas antes do incêndio que resultou na morte de Ereni Benites, de 44 anos, Juares Fernandes, de 52 anos, manifestou aos filhos que se sentia rejeitado e desamparado. A ocorrência se deu na aldeia Tekoha Paraguassu, em Paranhos, a 462 quilômetros de Campo Grande. Ereni foi encontrada carbonizada dentro de uma casa de madeira em fase de construção.
Juares estava ausente do local no momento do incêndio, e sua ausência coincide com o horário em que o fogo começou. O casal se separou há cerca de quatro anos, mas o suspeito continuava a frequentar a casa da vítima, insistindo em reatar o relacionamento. Apesar de Ereni estar em outro relacionamento, o ex-companheiro demonstrava ciúmes e incomodava a vítima.
Na noite do crime, Ereni estava na casa onde seus familiares estavam reunidos, junto com o suspeito, e saiu rapidamente para pegar um tomate na casa em construção. Testemunhas afirmaram que Juares a seguiu até lá. O incêndio se iniciou pouco tempo depois. Um isqueiro foi apreendido durante as diligências entre as duas casas.
A Polícia Civil e a perícia estiveram no local na manhã do domingo. Os investigadores retornaram à tarde para coletar mais informações e identificar testemunhas. O corpo de Ereni estava completamente carbonizado, e exames necroscópicos serão realizados para determinar se houve violência antes do incêndio.




