O valor da cesta básica em Campo Grande foi de R$ 780,29 em fevereiro, representando 52,04% do salário mínimo líquido. Apesar do impacto no orçamento, houve uma queda de 0,40% em relação a janeiro. A pesquisa do Dieese e da Conab indica que a Capital sul-mato-grossense está entre as cidades mais caras do país para a compra de alimentos básicos, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Cuiabá e Porto Alegre.
Mesmo com a leve queda mensal, o custo acumulou alta de 0,57% em 2026 e 0,82% nos últimos 12 meses. Entre janeiro e fevereiro, nove dos 13 produtos da cesta apresentaram redução de preço. As maiores quedas foram registradas no tomate (-9,23%), batata (-5,12%) e óleo de soja (-3,65%). Por outro lado, o feijão carioca teve o maior aumento no país, com alta de 22,05%, seguido pelo arroz agulhinha (+3,48%) e pão francês (+0,89%).
Para adquirir a cesta básica em fevereiro, o trabalhador que recebe salário mínimo precisou trabalhar 105 horas e 54 minutos, uma redução em relação às 106 horas e 19 minutos do mês anterior. No total, o custo da cesta básica subiu em 14 capitais e caiu em 13 entre janeiro e fevereiro. O custo mais alto foi registrado em São Paulo (R$ 852,87), seguido pelo Rio de Janeiro (R$ 826,98) e Florianópolis (R$ 797,53).
Com base na cesta mais cara, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.164,94, cerca de 4,42 vezes o valor atual de R$ 1.621.




