Uma paciente de 44 anos, técnica de enfermagem, relatou esperar quase quatro horas por atendimento na UPA Universitário, em Campo Grande. Ela buscou ajuda devido a dores intensas provocadas por fibromialgia e artrite enteropática, além de apresentar herpes, condição relacionada ao tratamento de doenças autoimunes. Durante a triagem, recebeu a classificação verde, que indica casos sem urgência imediata.
A paciente tentou pedir uma nova avaliação da triagem devido à piora de seu quadro, mas não teve seu pedido atendido. Ela observou que pacientes que chegaram depois estavam sendo atendidos antes dela, o que aumentou sua insatisfação. Ela relatou que a dor se intensificou ao permanecer sentada por longos períodos e que, ao final, precisou de medicação intravenosa devido ao sofrimento.
Após a espera, recebeu um coquetel intravenoso com anti-inflamatório, analgésico e corticoide. Essa situação ocorre em um contexto em que a fibromialgia recebeu novo reconhecimento legal no Brasil, permitindo que seja enquadrada como deficiência, desde que haja avaliação biopsicossocial que comprove o impacto funcional da doença na vida do paciente. O reconhecimento pode assegurar direitos como prioridade em atendimentos de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde foi contatada para comentar sobre o caso e os critérios de classificação de risco utilizados nas unidades de pronto atendimento, mas até o momento não houve retorno.




